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O idoso pode ser acometido por inúmeras doenças que causem alterações em seu

 

comportamento. Muitas enfermidades do sistema nervoso central ou de outros sistemas

 

na terceira idade tem se tornado muito frequentes nos últimos anos devido ao aumento

 

da espectativa de vida.

 

É imprecindível o reconhecimento e o tratamento correto destas enfermidades. Portanto

 

, toda uma ciência vem sendo desenvolvida nas últimas décadas para melhor tratar dos

 

idosos.

 

Desde as descrições de Alois Alzheimer, psiquiatra alemão, no início do século passado, o

 

interesse pela saúde mental na gerontologia vem se tornando de grande interesse na área

 

médica. As doenças mentais no idoso apresentam muitas peculiaridades que precisam ser

 

abordadas de forma específica.

 

A Doença de Alzheimer apresenta uma ampla gama de sintomatologia psíquica exigindo

 

um tratamento altamente especializado para melhoria de qualidade de vida do doente e

 

de sua família. A condução do tratamento por um profissional médico não especilista em

 

psicogeriatria poderá levar a um não reconhecimento em diversas áreas disfuncionais.

 

Geralmente, o que vemos é uma grande preocupação com as alterações de memória e o

 

reconhecimento de outras alterações comportamentais do paciente. Assim, seu

 

tratamento será limitado e com pouca melhora, pois não leva em conta o potencial

 

presente no idoso. Não basta usar medicações para as alterações cognitivas. É necessário

 

tratar também toda a dinâmica pessoal do doente.

 

O tratamento medicamentoso da Doença de Alzheimer tem sido feito pelo uso de

 

inibidores de acetilcolinesterase (donepezil, galantamina e rivastigmina) e nos casos

 

moderados e graves com memantina. O principal objetivo tem sido a desaceleração da

 

piora cognitiva. Além disto, muitas outras medicações podem ser utilizadas para o

 

tratamento de sintomas comuns dos quadros demencias, tais como tristeza, apatia,

 

e alucinações. O uso correto de medicações para estes sintomas é fundamental para uma

 

melhoria na qualidade de vida do idoso com Alzheimer.

 

Outra enfermidade muito comum na terceira idade é a Depressão. Devido a grandes

 

modificações que ocorrem na vida do idoso, tais como aposentadoria, falecimento de

 

pessoas próximas, doenças crônicas e incapacitantes, dentre outras, a necessidade de

 

adaptação é muito grande. Entretanto, nem todos conseguem fazer esta elaboração de

 

forma natural. Portanto, o tratamento da depressão no idoso requer um entendimento de

 

toda uma gama de circuntâncias de vida para se obter bom resultado. Isto torna

 

necessário um conhecimento específico junto à psicogeriatria. Para um bom resultado é

 

importante a associação de medicação à psicoterapia. Esta última deve ser uma técnica

 

rápida para trabalhar os problemas do aqui e agora do idoso. Dentre elas a Psicoterapia

 

Interpessoal tem se demonstrado ser ótima para tratar depressão no idoso.

 

A Psicoterapia Interpessoal (TIP) foi desenvolvida nos Estados Unidos há mais de 30 anos.

 

Lá já uma técnica bastante reconhecida. Aqui no Brasil dispomos de poucos terapêutas

 

. Nas cidades de São Paulo e Porto Alegre existem dois grupos que vem promovendo

 

formação desta técnica. No tratamento para depressão a TIP foi estruturada para ser

realizada em 12 sessões semanais.

 

Além da doença de Alzheimer, muitas outras enfermidades estão associadas a um

 

prejuízo cognitivo no idoso. Deficiências de vitaminas, hormonais e metabólicas podem

 

causar quadros de Demência reversível após tratamento adequado.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC)é causa comum de alterações comportamentais e

 

cognitivas no idoso. Assim, todo paciente vítima de AVC deve ter seu estado mental

 

avaliado para uma tratamento correto a fim de melhorar a qualidade de vida do doente.

 

Muitas doenças podem causar alterações mentais compatíveis com a síndrome Delirium.

 

Sua ocorrência chega a 80% dos pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva

 

(UTI). Atualmente esta enfermidade tem sido estudada com o objeto de diminuir as

 

sequelas cognitivas e a mortalidade associada a mesma. Um grupo da holanda tem se

 

diferenciado nas pesquisas clínicas sobre o uso de inibidores de acetilcolinesterase

 

(donepezil, galantamina e rivastigmina) no tratamento do delirium. Os primeiros resultados estão previstos para 2010.

 

Muitas medicações podem trazer efeitos colaterais cognitivos. De uso comum, os

 

antinflamatórios e muitos xaropes para tosse estão incluídos entre estas medicações. O

 

uso criterioso de fármacos no idoso é o melhor remédio!

 

Muitas outras doenças podem estar associadas a piora na qualidade de vida do idoso. Se

 

você tem alguma dúvida ou quer algum esclarecimento poderá enviar sua mensagem para

 

 

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